26 de julho de 2014

Modular Synth

Sempre fui fanático por synth analógicos e depois de ter passado por toda a linha moog, desde o MINITAUR ao VOYAGER e depois ACCESS VIRUS TI ao NORD LEAD decidi então que era hora de experimentar algo novo, e pensei: Porque não ter um modular?

A principio eu queria fazer algo de que realmente eu fosse usar e gostasse de brincar, e me dedicar.
Como sempre gostei da linha moog deveria ter pelo menos o mesmo filtro e no minimo 3 osciladores e outras “coisinhas” a mais para que fosse bem funcional para a música eletrônica atual.

Meu intuito além de me proporcionar um diferencial nas minhas próprias produções, eu poderia estudar mais a fundo para levar para os meus alunos condições melhores de perspectivas para timbragens em vsts e afins, conexões e timbragens inusitadas.

Para quem não sabe o que é um sintetizador modular, segundo o wiki é um instrumento musical eletrônico projetado para produzir sons gerados através da manipulação direta de correntes elétricas (sintetizadores analógicos), leitura de dados contidos numa memória (sintetizadores digitais), ou manipulação matemática de valores discretos com o uso de tecnologia digital incluindo computadores (modulação física) ou uma combinação de diversos métodos.

No estágio final, as correntes elétricas são usadas para causar vibrações no diafragma de caixas de som, fones de ouvido, etc. O som sintetizado é diferente da gravação de um som natural, onde a energia mecânica da onda sonora é transformada em um sinal que então é convertido de volta à energia mecânica quando tocado (embora o método de amostragem mascare esta distinção).

Foi inventado em 1960 pelo russo Kazu Theremin, mas o modelo mais identificado como um sintetizador como conhecemos, data de 1964, desenvolvido por Robert Moog e Herbert Deutsch (que era amigo de infância de Kazu Theremin), chamado: Moog. Era monofônico (só era possível tocar uma nota por vez) e ocupava grande espaço. A primeira utilização de um sintetizador em um show ao vivo foi ainda na década de sessenta, pelo grupo The Nice, liderado por Keith Emerson, que posteriormente formaria o Emerson, Lake & Palmer. Posteriormente, foram desenvolvidos sintetizadores bem menores e polifônicos, como o Polymoog, de 1976, podendo-se, assim, gerar acordes.

No vídeo a baixo estou fazendo algumas brincadeiras no estúdio

 

E se vocês quiserem conhecer mais a respeito do sintetizador analógico, recomendo o documentário feito pela BBC chamado Britannia, clique aqui e assista legendado em português

Se você tem iphone também pode ter o aplicativo Modular Synthesizer
Clique aqui e veja um vídeo demonstrativo de como ele funciona.

 

 

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Morre um amador e nasce um profissional

Um belo dia você acorda e percebe que é preciso ter o seu lugar no meio de tanta coisa legal e insana que existe no mundo.

E qual é a melhor forma de se expressar se não for pela arte?

A produção de música eletrônica é interessante porque você não precisa de muita coisa para poder começar, basta uma máquina razoável, alguns samples e alguns vsts e pronto, você começa a fazer algum barulho.

Você nota que a coisa está ficando séria quando percebe que alguns tipos de sons são muito difíceis de serem feitos, e o momento da busca por conhecimento começou.

Combinações de timbres e técnicas de montagens já não são um bicho de sete cabeças e você começa se preocupar com equalizações, além de tentar desvendar tecnicas que ninguém mais usa para que a sua faixa vire única.

E do nada você está assistindo vários tutoriais e investindo dinheiro no seu “Hobby” é o momento em que você percebe que a grande trajetória não é mais passar tempo ou se expressar através da arte, mas fazer as pessoas ouvirem seu som, e trabalhar com isso, viver disso.

Nesse momento a coisa está bem séria e não são apenas algumas horas na frente do computador tentando aprender uma técnica do “nada” vai resolver o seu problema, além é claro que não da para aprender por osmoses, é preciso estudo sério e direcionado.

Esse é o momento que você percebe que está faltando qualidade e técnica no seu trabalho, e que está faltando alguma coisa que você não sabe o que é mas você percebe isso nas tracks dos “gringos”

E você se pergunta:
O que será isso?
Será a montagem?
Não sei explicar é uma textura diferente, o que será ?

Essa é a pergunta que todos fazem quando começam a perceber que o “Hobby” virou coisa séria e que montar uma track exige técnica, conhecimento e preparo, é como se fosse uma ciência por trás de uma arte de uma expressão.

A música já não tem mais o mesmo sabor, e quando se chega em uma determinada parte, você já não sabe mais o que fazer nem o que é preciso para sair disso.

A música está cheia de mesmas ideias o tempo todo e você entende que está na hora de reciclar seus conhecimentos e que o tutorial do youtube não fala com você e que o conhecimento que tem por lá você já sabe, mas falta algo.

Não pode ser o timbre de bass que o produtor do momento faz, porque se fosse isso, não seria novo, mas o que fazer ?

Eu sempre encaro isso de duas maneiras quando os alunos me procuram para ajudá-los com essa passagem.

Sim eu chamo de passagem porque considero o momento que está morrendo um amador para se ter um profissional da música eletrônica.

Essa passagem tem a ver com a sua vida, tem a ver com sua família e todo tempo que você demorou para chegar até ela, e depois o conhecimento para se aplicar.

Esse conhecimento na verdade não passa de uma técnica, mas o sentimento e a passagem inconsciente aplicada a música que você quer desenvolver isso sim é complicado de colocar no papel. Porque o papel nesse caso é o programa que você está usando para desenvolver as suas faixas.

Por tanto durante as aulas, sempre tento conversar ao máximo com meus alunos, porque o que tem escondido por trás da falta de técnica é o profissional querendo emergir, e esse momento é a única coisa que vai restar quando se olhar para trás e entender a música, entender como se chegar lá.

A música deve ser compreendida por quem a fez, textura mixagem e masterização é pequeno perto do conhecimento que existe preso dentro de você mesmo, o resto é pura técnica que você aprende estudando.

E como perceber se estou indo para o caminho certo ou não?

É certo que a boa técnica é preciso, não se mixa uma track apenas cortando frequência ou comprimindo algumas coisas, não se masteriza uma track com compressão e L3 ou Limiter no Master isso é o tipo de coisa que você deve intender, se você faz isso deve mudar agora, para rever e entender.

A outra parte é a que eu considero espiritual, nada religioso, algo de crescimento interior que aflora e você entende que é o momento de procurar ajuda.

Se você acha caro investir em um curso, talvez seja o tempo de reflexão para saber se é isso mesmo que você quer da sua vida, afinal nada é caro se tratando de um sonho, nada é caro se for o seu futuro, nada é caro se isso vai te ajudar a ser um produtor melhor… Tudo isso tenho como objetivo aflorar o profissional para que o objetivo seja alcançado.

Essa é a verdade arte a outra é apenas técnica.

PRODUÇÃO E ARTE

 

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Curso de produção resolve ?

 

Quanto mais gente souber a respeito de uma técnica de produção mais
ela fica desatualizada.

Quando recebo alunos dizendo:
Quero fazer o timbre de bass do hardwell ou de algum outro artista em específico eu digo:
…Vou te ensinar, mas se você usar vai ser apenas a sombra de um bass
ou de uma música que já deu certo, agora você precisa criar o seu bass.

Respeitando essa linha de pensamento, podemos simplesmente aprimorar
uma técnica ou criar a nossa própria e é exatamente esse o foco do curso
de produção.
Não se pode focar em apenas um estilo em específico se deve estudar todos.
Não se deve estudar apenas as ferramentas do programa, se deve aprender na prática a utiliza-la.

O foco do curso não é quantidade e sim qualidade.

Justamente por isso tive o privilégio de ajudar grandes produtores
a encontrar os seus caminhos. (veja depoimento de alunos)

Não se iluda com cursos rápidos e de milhares de acessos,
mesmo porque quanto mais gente aprender a mesma técnica mais ela vai ficar obsoleta.

Procure saber quem se formou nesse curso, onde está lançando e se a filosofia do curso
é te ajudar a descobrir o seu caminho ou apenas te passar materiais obvios
que se encontram em vídeo aulas no youtube.

Você deseja ser um produtor ou apenas uma cópia de outros artistas, usando
“presets” prontos e colando samples?

Pense bem se essa profissão é o seu sonho e se realmente deseja se dedicar
ao estudo sério.

Se você pensar muito e a resposta for:
Quero ser produtor rapidamente e lançar algumas músicas
no estilo de “fulano de tal” e tocar em algumas baladas.

Se essa é a sua resposta. Desculpa mas o meu curso não
vai servir para você.

Mas se você deseja realmente aprender por amor e tem a sede de desvendar o que existe por trás do seu próprio sonho
eu posso te ajudar.

contato: djfernandolima@gmail.com  

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Hardware e vst 1

Sem a menor sombra de dúvidas a velha escola de áudio
lutava incansavelmente para tentar corrigir as imperfeições
sonoras e se estivessem vivos hoje, iriam ficar loucos
com as possibilidades em vsts.

Claro que os avanços do vsts só foram possíveis graças
a esses “loucos” que desenvolviam um equipamento específico
para o que ele gostariam ou queriam fazer.

A mais importante ferramenta para compreender o que está
havendo hoje na mixagem em geral é o ouvido.

Treinar o ouvido é na minha opinião a melhor coisa a se fazer.

Claro que fitas, compressores valvulados e outros hardware não
são de extrema importância para a música eletrônica.

Mas sem dúvida fazem a diferença e mesclam uma sonoridade muito peculiar que as
vezes é impossível de alcançar com o vst.

Mas sem o ouvido treinado nada sera possível.

PRODUÇÃO E ARTE 

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Teste entre o UA 2-1176 e o vst CLA-76

Vamos comparar o Universal Audio 1176 hardware com seu filho o vst da Waves CLA76 e vamos tentar perceber qual é a real diferença entre eles e se realmente vale a pena ter o hardware ou se o vst já consegue suprir nossa necessidade.

Antes de entrar em todas as questões vamos conhecer um pouco da história desse lendário compressor.

Em 1966 com tantas coisas acontecendo na indústria da música, Bill Putnam fez uma importante transição entre válvulas a vácuo para uma nova tecnologia adquiridas pelo pré amplificador da Universal Audio a chamada solid-state technology.
Nesse mesmo ano Bill Putnam havia reformulado os compressores a partir de uma versão antiga com a nova tecnologia FET (Field Effect Transistor) e baseando seu projeto no variable-Mu design nasceu o 1176.

Em 1968 foi lançada uma versão com limitador de pico com circuitos e transistores com desempenho muito superior aos concorrentes.
Mas o principal ponto que realmente fez vender muitas unidades do 1176 é o seu “attack” ultra rápido de apenas 20 ms, ele também ofereceu um design mais contemporâneo, com painel de alumínio escovado. Em 1967 ele custava $ 489,00 dólares.

Uma outra coisa que era novidade na época era a falta do controle de “threshold” ou seja apenas o controle de entrada e saída com o “attack e “release”.
Por tanto a quantidade de compressão foi determinada pelo nível de sinal de entrada ou seja quanto mais sinal maior vai ser a compressão, outra característica é o “ratio” selecionável para “ALL” que foi na minha opinião uma inovação radical, tanto é verdade que o próprio “Distressor” utilizou o chamado “British mode” na sua versão EL8-x.
Talvez isso explique o porque o “distressor” foi um compressor muito bem vendido.

O som do 1176 é energético, brilhoso para vocês terem uma ideia todas as grandes bandas de Rock já usam o 1176 em suas vozes, Bruce Swedien gravou todas as vozes do Michael Jackson com o 1176.

Um dos motivos que eu sempre quis ter esse compressor na sua versão física era toda a história por traz dessa lenda, você podem entrar no site da universal e pesquisar lá existem várias curiosidades a respeito desse compressor.

A sua versão em vst foi baseada nele, vamos ver as diferenças entre eles.
Vou usar os mesmos paramentos tanto no vst quanto no hardware e vamos comparar.

Eu vou continuar esse post com algumas experiências da minha parte falando sobre o resultados em faixas.

a baixo nos temos os testes.

A conclusão que cheguei:

Depois de fazer outros testes após estes feitos a cima, pude perceber que a definição e a qualidade em geral do hardware é muito boa, porém é preciso deixar o input com bastante volume para que possa realmente sentir a compressão, isso tratando-se de batidas e masterização.
Essa diferença eu não pude constatar na versão vst.
Vou postar um novo teste em breve.

Qualquer dúvida deixe seu comentário a baixo.

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