22 de junho de 2016

Som digital X som analógico

Encomendei um sistema modular com o Vinicius Brazil e fiquei na maior ansiedade para ter logo o “bicho” aqui no estúdio.

Assim que ficou pronto fui buscar juntamente com meu parceiro Danny Olliiver

Daí pensamos. Porque não uma palestra particular do próprio mestre pra gente?

Afinal todo conhecimento é bem vindo, ainda mais se tratando de áudio e suas relações, não é verdade?

Daí surgiu a ideia de gravar algumas explicações a respeito dos módulos que o próprio BRAZIL desenvolve.

Uma ótima oportunidade para produtores que estão começando a usar sons analógicos, além do que é um inventor BRASILEIRO com uma vasta experiência que coloca marcas famosas no bolso.

Logo o mini curso vai estar disponível aqui

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O curso

No curso de produção musical ou mixagem e masterização trabalhamos com resultados, e isso fica bem evidente em todos os alunos que já passaram pelo curso.

Foram centenas de pessoas ao longo de todos esses anos, e o aprendizado e o estudo sempre vieram em primeiro lugar.
A grande maioria das técnicas eu acabei desenvolvendo depois de muita pesquisa, estudo e prática, mas acima de tudo tentar entender e analisar a personalidade de cada aluno é de fato uma preocupação para mim.

Alias essa é uma pratica que poucos professores se atentam a estudar.

Muitas vezes os resultados não aparecem justamente por um certo bloqueio do próprio aluno, isso tem vários nomes: Auto sabotagem, auto boicote e etc…

Muitos produtores estão com boas faixas, estão quase acontecendo mas alguns empecilhos como: “Falta de criatividade” dificuldade de elaborar melhor uma faixa, e problemas com a identidade e ainda problemas com a mixagem e a masterização acabam por fazer com que todo o trabalho seja perdido ou com resultados baixos.

Lembre-se a música é um reflexo de você mesmo em ondas sonoras e isso jamais deve ser ignorado, se você tem algum bloqueio, seja ele emocional ou de qualquer outro âmbito com certeza isso vai refletir em suas composições.

Algumas pessoas tem mais facilidades em resolver certas questões e outras mais dificuldades, mas todos são capazes de obter os resultados almejados.

Além de ensinar técnicas de produção em geral é preciso dar orientação para a aplicabilidade do talento.
O talento deve ser cultivado de forma saudável para que ele se desenvolva da melhor forma possível.

Venha conhecer um pouco do meu trabalho como professor através do site que está na foto, lá eu tenho vários artigos a respeito de como melhorar sua capacidade e entender um pouco mais sobre você diante de todo esse universo que é a produção musical.

Estou lotado até SETEMBRO mas qualquer outra dúvida venha falar comigo no INBOX!

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Explorando o Moog Mother 32

Explorando o Moog Mother 32

Fernando Lima

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Mother 32 em ação

O icônico sintetizador modular Moog foi utilizado por nomes como os Beatles, Wendy Carlos (da trilha sonora de Laranja Mecânica) e afins. Numa decisão mais do que apropriada, a empresa acaba de lançar um novo sintetizador que, ao mesmo tempo, evoca o passado e se volta para o futuro. A nova versão, batizada de Mother-32, é um sintetizador semi-modular que vem com samples programados por The Haxan Cloak (também conhecido como Bobby Krlic), que recentemente trabalhou na produção do mais novo álbum de Björk, Vulnicura.

O Mother-32 é semi-modular, de forma que não é necessário fazer o patch para que ele funcione. O patchbay modular expande consideravelmente a sua interconectabilidade com outros Mother-32 ou instrumentos modulares. Também é possível comprar um mother case e uma Eurorack. O lançamento une design e som com o posicionamento da Eurorack de possibilitar a criação de um sintetizador com módulos individuais. Embora algumas imagens do produto já tivessem “vazado” anteriormente, o release oficial do Mother-32 acontece exclusivamente aqui, no The Creators Project.

Apesar de o Mother oferecer um painel de conectores com 32 entradas como um verdadeiro sintetizador modular vintage, esta não é de forma alguma sua única opção. Ao desenvolver o produto, a ideia da Moog era que mesmo usuários mais básicos conseguissem utilizar o produto sem terem que se preocupar em fazer o patch. Isso é possível graças ao oscilador analógico de 10 oitavas com largura de pulso variável e um gerador analógico de ruído branco. O sinal sonoro então passa por um mixer de voltagem controlada (para criação e manipulação de sons) e um filtro Moog Ladder com opção de passa-altas e passa-baixas.

Mas o grande trunfo do Mother-32 talvez seja o sequenciador de 32 etapas para a criação e o armazenamento de programações. Esse sequenciador pode também ser monitorado por meio de um controlador externo de MIDI. Ao todo, o Mother-32 pode acessar 64 programações do banco de memórias do sintetizador. Ele custa apenas 599 dólares, o que é de fato incrível se considerarmos o contexto histórico da Moog e o ramo de equipamentos de música eletrônica em geral.

Além de tudo, a Moog também chamou o The Haxan Cloak para desenvolver os samples do Mother-32. Krlic contou ao The Creator Project que se envolveu com o projeto devido a seu trabalho de longa data com Atticus Ross, colaborador de Trent Reznor.

“Usei muitos sintetizadores ao longo dos anos e tenho um sistema modular bem grande em meu estúdio, mas quando liguei o Mother, logo nos primeiros minutos fiquei realmente impressionado”, diz Krlic. “Sua potência é grande e as possibilidades que oferece são muitas. Semi-modular é outro nível.”

Em relação aos samples, a intenção de Krlic era explorar ao máximo a variedade de sons que o Mother-32 é capaz de gerar.

“Fiz uns sons mais ‘tradicionais’ para mostrar que ele pode fazer coisas mais clássicas, mas também quis demonstrar como o Mother-32 consegue transformar completamente algo, mesmo com modulações simples e sutis”, diz. “Também quis registrar os sons muito rapidamente e tentar capturar aquela faísca de experimentação e exuberância que se sente quando se tem um equipamento novo.”

“Então peguei alguns samples e os modifiquei mais ainda com dispositivos externos, só para dar uma ideia das possibilidades que o conjunto oferece” continua.

Amos Gaynes, engenheiro da Moog, diz que o Mother-32 foi produzido a partir de diversas demandas. Primeiramente, foi inspirado pelo sintetizador análogo Moog Werkstatt. Este era um sintetizador extremamente querido por seus usuários, mesmo que estes quisessem mais funções e opções modulares.

Ao mesmo tempo, a Moog havia reeditado seus sintetizadores modulares clássicos em formato original, e a empresa passou a receber pedidos de clientes que gostariam de algo no formato menor do Eurorack. A equipe da Mood adorou a ideia de sintetizadores com sequenciadores integrados (como os do Moog Sub 37). Tudo isso levou à criação do Mother-32.

“Nosso objetivo era criar um instrumento acessível, fácil de usar, extremamente divertido e que funcionasse por si só”, diz Gaynes. “Também é fácil integrá-lo diretamente num sistema modular de formato Euro maior, o que é uma novidade na Moog e algo que, ao longo dos anos, cada vez mais os usuários vinham pedindo.”

Tradução: Flavio Taam
Fonte 

Fernando Lima Studio 

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Frustração na produção musical

A produção de música eletrônica sempre tem seus altos e baixos é verdade, temos nossas dúvidas, nossos sentimentos e todos eles intimamente envolvido com a criatividade.
Muitas vezes nossas atitudes acabam não sendo equivalentes ao desejo de viver de música.
Parece que estamos fadados ao erro e ao desacerto, cobrança familiar e da sociedade acabam muitas vezes matando o nosso sonho de viver realmente de música.
Muitos desses problemas estão diretamente ligados ao nosso inconsciente e quanto mais soubermos a seu respeito e como ele funciona mais criativo e determinado vamos ficar.

Inconsciente: Refere-se ao material não disponível à consciência ou ao autoexame detalhado dos nossos sentimentos reprimidos e na grande maioria das vezes traumáticos, fazendo com que a ansiedade seja um dos principais sintomas.

Por tanto essa ansiedade de fazer com que as coisas caminhem de forma rápida levam muitos produtores a frustração ao medo de não dar certo, ao medo de errar ou fazer de forma errada e assim por diante.

Por isso um dos pontos fundamentais do ensino da produção é que o professor deve identificar esses “erros” e tentar conduzir a aula de forma plena para que o aluno sinta firmeza de fazer sem o medo de errar, sem a ansiedade de querer tudo na mesma hora. Cada um tem o seu momento e o seu tempo de aprendizagem, cada
pessoa tem dificuldades únicas.

Fazer boas produções não se trata apenas de estudo teórico mas também de muita pratica além de saber colocar no programa tudo aquilo que você realmente deseja fazer.

Não é a música que conduz o produtor mas sim o produtor que conduz a música.
Muitas vezes o aluno vai fazendo uma base e colocando elementos que a música vai tomando uma forma que ele não pensou ou seja a música está conduzindo o produtor.

Saber colocar o que realmente estamos pensando é o dos grandes problemas da maioria.

Não consigo parar de pensar em Freud para tentar explicar partes desta questão:
A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX e um dos modelos que ele pensou para explicar o inconsciente foi propor três personalidades que habitavam o indivíduo.

O primeiro deles seria o ID:
O id é o depósito do inconsciente referente as pulsões, as quais estão sempre ativas e o que importa é a satisfação imediata dos prazeres sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.

Só pelo ID já deu para identificar nossas ansiedades e expectativas em relação a música, acredito ser de extrema valia domar essa parte do inconsciente para que o resultado seja cada vez mais satisfatório.

O segundo deles seria o EGO:
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, ele acaba controlando o ID para que nem todo

desejo seja realizado, por tanto o EGO evoluiu do ID se tornando mais voltado para a realidade.

Aqui já da para perceber que existe uma disputa interna em saber quem vai ceder a quem, isso causa mal-estar, stress, medo e extrema ansiedade.

O terceiro deles seria o SUPER EGO:
Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.

Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade

Aqui fica bem claro de como nossa mente pode ser nosso inimigo mais profundo fazendo com que a autossabotagem seja um dos pontos principais em nossa carreira como produtor.

Mas segundo o próprio Freud o amor é a chave para todos os males, por tanto caros amigos estudar com amor e fazer por amor é um ponto muito positivo para sua carreira como produtor.

Quando se faz com amor o resultado só pode ser um: O sucesso.

Espero ter ajudado com esse pequeno texto.

Fernando Lima

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