30 de dezembro de 2015

Meus estudos

Todos os anos, quando chega ao final dos 12 meses tendemos a fazer um balanço de como
foi o ano que se passou e como foi o aproveitamento deste ano.

A gente sempre pensa que poderia ter sido melhor não é verdade?
Eu poderia ter estudado mais, poderia ter feito mais a respeito do meu som e das minhas produções.

A grande questão é estudar além das fronteiras já manjadas que encontramos por aí.

E essa é uma boa iniciativa.
Pelo menos entender e conhecer já estaria de bom tamanho.

Mas depois de um tempo vem algumas perguntas:
Como colocar sentimento em minhas faixas?
Como fazer com que ela fique mais vibrante, mais viva?
Antes de entender isso deveríamos pensar que uma faixa pronta além de tudo ela é harmonia, ritmo e melodia certo?

Ou seja os preceitos básicos para compreender e ter o entendimento de que ela é uma música, de fato, comprovadamente minha faixa é uma música.

Quando se pensa em harmonia julgamos que o produtor tenha um certo nível de estudo a respeito de campo harmônico e teoria musical, e isso é de extrema importância se você quiser realmente dar sentido, colocar sentimento na sua música.
Claro que hoje temos milhares de vsts e programas que podem fazer isso por você e todo mundo que está começando não é obrigado a saber dessas coisas, porem a jornada fica mais legal se você souber, eu garanto.

Logo em seguida vem aquela vontade de saber como o som, ou seja uma onda fundamental se relaciona com o restante da faixa, e sua cabeça começa a se encher de indagações.

Exatamente nesse ponto a brincadeira começa a ficar bem séria, porque de um lado temos a síntese sonora e de outro a equalização e de outro a composição em geral.

Exatamente nessa linha a produção de música eletrônica é cheia de ideias estagnadas e obsoletas que alguns produtores pegaram emprestadas de outros produtores de bandas da velha guarda, mas mesmo sim são passadas a diante como verdades absolutas, mistérios insondáveis.

Vejo um grande número de vídeo aulas apoiando essas ideias, porem quando você começa a pesquisar, começa a se fazer a seguinte pergunta:
Da onde surgiu isso?
Pergunta nada fácil de responder, a não ser que você se torne uma especie de historiador da equalização, que não seria nada mal, mas a verdade é que muitas dessas ideias já foram ultrapassadas a muito tempo, basta pesquisar.

Um outro aspecto bem interessante é que quando estudamos a síntese sonora básica, sempre vamos estudar uma onda em particular: Uma quadrada e seus harmônicos, uma serra e assim por diante.

Porem em muitos casos esquecemos completamente que uma faixa tem milhares de harmônicos, além de milhares de ondas acontecendo ao mesmo tempo então o estudo mais profundo seria: Qual a relação do meu bassline no restante da faixa inteira? Como deve soar, como deve ser?
Devo realmente cortar frequência? Sim ou não?

O interessante das respostas para essas perguntas é que ela cria vários caminhos a percorrer.
Justamente por isso o estudo não pode ser “racionalizado” e de forma alguma robotizado como tentam fazer a grande maioria das instituições, com sua metodologia robótica e decorada.

O real questionamento é:
Quando vemos alguém aplicando determinada técnica, mas sem questionar o porque ela é assim, de onde veio e quem disse isso, nos falta interesse para correr atras da pesquisa e nesse momento ela seria de extrema importância para agregar na sua compreensão geral de sua faixa.

Por tanto caros amigos sempre questione e sempre pesquise de onde vem e para onde vai a evolução musical, e porque é feito daquela ou dessa maneira.
Questionar e estudar e pesquisar isso sim vai agregar no resultado geral de suas músicas.

Feliz Ano Novo e que 2016 seja o ano da conquista.

Fernando Lima

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Fernando Lima Studio Moog Sub 37 Tribute Edition

Novo Firmware 1.10

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Entrevista com Digitalchord

Para quem não conhece o Digitalchord é um dos maiores projetos de electro house do brasil, tocando nos maiores festivais!

Digitalchord é um ás do electrohouse melódico, swingado e repleto de baixos cortantes. O misterioso mascarado já é fenômeno de vendas, contabilizando lançamentos expressivos pelas gravadoras Perfecto, de Paul Oakenfold, e Armada, de Armin Van Buuren e suas apresentações bombásticas estão conquistando os mais diversos clubes e festivais. Prepare-se para esta descoberta…

Sua identidade era secreta até esta entrevista, onde Fernando Lima revela como montou o projeto!

Vale a pena assistir!

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Uma visita emocionante a fabrica da moog

Aqui vai uma história de um Brasileiro que ama música e que tinha o sonho de conhecer a fábrica da moog situada em Asheville na Carolina do Norte nos Estados Unidos, durante a minha ida que ocorreu no dia 22 de setembro de 2015 não encontrei apenas sintetizadores e teorias sobre síntese sonora, sinceramente foi uma aventura.

Desde criança eu sempre fui fissurado em equipamentos de estúdio, talvez eu não seja de todo clássico ou como um amigo costuma dizer, erudito, também gosto da modernidade dos vsts e de outros sintetizadores, mas quando se trata de um moog eu fico louco.

Na história da música eletrônica os equipamentos em geral contribuíram e muito para que chegássemos até aqui e gosto de saber a história por trás dos fios e placas.

Se você for pesquisar sobre a história da música eletrônica vai se deparar com o nome Robert Moog na realidade seu nome é: Robert Arthur Moog.

O Doutor Moog juntamente com Herbert Deutsch apresentou em 1964 um magnifico sintetizador chamado, Minimoog depois ele fundou a empresa  R. A. Moog Inc construindo sintetizadores em escala comercial, depois disso a história fica cada vez melhor e se você é produtor certamente já ouviu falar dos sintetizadores moog. 

Na realidade os sintetizadores revolucionaram a música como um todo, exemplo disso é o rock progressivo.

Várias bandas de peso começaram a usar, nomes como:

BeatlesThe Doorssão são só  um aperitivo e hoje em dia quase todo o mercado da pop music usa ou usou um moog em algum momento.

Mas como tudo na vida as coisas não são só flores…

Durante os anos 70, sintetizadores digitais mais baratos inundaram o mercado e o Doutor Moog não tinha nenhuma experiencia sobre o mundo dos negócios e acabou tendo uma crise financeira.

Em 1973, ele tinha vendido todos os direitos da sua empresa.

Em 1978, ele se mudou para Asheville, Carolina do Norte, e criou a empresa Big Briar Music , construindo theremins e sintetizadores analógicos.

Nos anos 80 o interesse nos sintetizadores moog reapareceu e a popularidade voltou a crescer e a história começo a se fortificar novamente.

Em 2000 o Doutor Moog ganhou nos tribunais Americano o direito de usar o nome Moog Music ou seja ele trocou o nome de Big Briar Music para Moog Music.

Robert Moog foi diagnosticado com câncer cerebral inoperável em abril de 2005, e morreu em 21 de agosto de 2005, em sua casa em Asheville.

A Fundação Bob Moog foi criada como um memorial, com o objetivo de continuar o trabalho de desenvolvimento da música.

Justamente por isso a ida a ASHEVILLE para mim era tão apaixonante, tão cheia de vida e energia e o mais importante inspiração para novas produções e mais conhecimento para minhas aulas de produção.

Mas vamos deixar de lenga lenga e colocar o pé na estrada.

Eu havia planejado a viagem mas ela não saiu exatamente como deveria, alguns contratempos marcaram nossa trajetória.

Estávamos em Orlando, Florida a principio iriamos de avião, mas o preço da passagem estava desanimador, 300 dólares por pessoa tendo em vista que estavam eu minha esposa e um casal de amigos. 

Decidimos então ir de carro, saímos de Orlando, Florida as 14:30 e dirigimos muito passando por Savannah no estado da Georgia, Columbia no estado da Carolina do Sul, quando finalmente chegamos no estado da Carolina do Norte em uma cidadizinha chamada Columbus, estávamos exaustos.

Ao longo da viagem fizemos várias paradas para comer e esticar as pernas, mas desta vez já estávamos com muito sono e ainda faltava em torno de 150 km para Ashville.

Decidimos achar um motel, calma amigo leitor os motéis nos Estados Unidos não tem conotação sexual, apenas um lugar barato para tirar uma soneca.

Nesses lugares eles não  acostumado com turistas e confesso que  fiquei um pouco receoso devido as meninas e por estar lotado de caras mal encarados, inclusive um deles me chamou a atenção.Paramos em um posto de gasolina que lembrava um filme do tipo massacre da serra elétrica, inclusive comprei um imã (foto ao lado) de geladeira para sempre me lembrar daquele episodio, bizarro e inusitado. 

Ele estava com um boné, mato na boca e lotado de tatuagens que remetiam ao estado da Carolina do Norte, em um dos braços o próprio mapa do estado, nesse momento pensei, esse cara com certeza não gosta de turista.

Ele ficou olhando as meninas e logo em seguida me deu uma encarada, que confesso que abaixei os olhos, olhei para meu amigo e disse:
Queridão vamos sair fora daqui.

As estradas dos estados unidos são ótimas e melhores do que qualquer estrada que eu já tenha usado no Brasil, porem é uma reta gigantesca e a paisagem monótona, essa combinação cansa de mais.

Finalmente depois de 12h de estrada chegamos a tão sonhada cidade de Ashville, eu já queria ir para frente da fabrica da moog tomar uma cerveja em homenagem ao Doutor Robert Moog, mas eu não ousava pronunciar isso dentro do carro, todos estavam extremamente cansados.

Quando chegamos no centro de Ashville, fomos atras de um hotel, mas depois de passar por três deles e saber que eram em média 120 dólares para dormir, abandonamos a ideia.

Com sorte achamos um rastafári com uma lambretinha e perguntei onde teria um motel barato pelas redondezas, ele me disse que haviam alguns motéis depois do túnel, eu agradeci e ele perguntou:De Onde vocês são? Florida?

Certamente ele estava doido e não notou meu sotaque de Brasileiro.

Eu disse, não amigo na verdade somos do Brasil, a placa do carro de fato é da Florida.

Ele levantou a mão para cima e disse: Eu amo o Brasil, rs rs rs.

Nos despedimos e fomos em busca do tão sonhado motel.

Andamos cerca de 2 min, e realmente havia um túnel, e ao lado direito havia um motel terrível, muito parecido com o bates motel do filme psicose.

Pedi para que as meninas aguardassem no carro, e desci, quando abri a porta aqueles sinos típicos para avisar a entrada de alguém soou.

Do outro lado do vidro com cara de sono e feições Indianas o atendente aparentando 23 a 24 anos disse, o que posso ajudar?

Eu disse que precisava de um quarto para 4 pessoas, de imediato ele disse, 80 dólares.

Como a grana estava curta apelei para o “jeitinho brasileiro”:
Cara pelo amor de Deus, você precisa me ajudar, não temos toda essa grana, precisamos comer e dirigir até a Florida, ajuda a gente, faz um preço melhor.

Por fim ele fez o quarto a 61 dólares.

Ele nos deu a chave do quarto numero 44. (foto ao lado)

A primeira coisa que comentamos quando entramos foi o cheiro de mofo terrível que pairava no ar, juntamente com um carpete vermelho horroroso.
Alguém vai querer tomar banho? Disse eu.
Todos concordaram que o melhorar a fazer era tomar banho de manhã em vista que as condições de higiene do banheiro era duvidosa.
Minha esposa deitou sobre o edredom e disse: Eu não vou nem desfazer essa cama porque não quero nem ver o que tem de baixo desse edredom, rs rs rs.

Enfim dormimos mas confesso que tive um pesadelo de que alguém roubava o carro, realmente eu estava preocupado.
Em um momento como esse a grande preocupação sempre vai ser o bem estar das mulheres.

Finalmente depois do tão merecido sono era o grande dia da nossa visita a fabrica da moog, fomos tomar um café em uma waffle house pertinho dali e fomos direto para a Moog Music.

Quando chegamos em frente a fabrica da moog gritamos de alegria, estacionamos o carro e logo ao lado já tinha um painel de um sintetizador modular gigantesco, eu queria curtir muito ao redor da fabrica antes de entrar, confesso que imaginei o Doutor Robert Moog andando por ali.

Quando entrei na loja da moog me veio aquela sensação maravilhosa da realização pessoal, tínhamos tempo para mexer nos equipamentos testar antes das palestras começarem.

O atendente Paul veio até mim, me saudou e perguntou de onde vocês são?
Eu disse Brasil, São Paulo, ele disse que poucas pessoas haviam vindo do Brasil para participar das palestras e o tour pela fabrica.

Quando as palestras começaram eu fiquei em choque com a quantidade de informação e conhecimento, entendi muita coisa sobre síntese que ainda eram um fantasmas para mim, consegui compreender várias coisas sobre as minhas composições.

Depois de algumas horas começou o tour pela fabrica que foi maravilhoso, toda a história envolvida, o cuidado para fazer cada peça, cada sintetizador e o melhor, repleto de contos sobre o Doutor Moog e sobre  Léon Theremin.

O nosso guia pela fabrica tocou e demonstrou alguns moogs e falou bastante como operá-los, depois foi o setor dos modulares, sim os modulares voltaram a ser construído alguns anos atras a partir do projeto original.

A fabrica não é grande, na verdade ela é pequena e não da para imaginar como eles conseguem suprir toda a demanda.

Em um momento me deparei com um cara construindo um moog voyager branco, lindo.
Fiquei feliz de ver tantos artistas trabalhando juntos, eles são comprometido de mais com todas as etapas da construção, tudo é milimetricamente calculado e feito, e a fabrica é extremamente limpa.

no final do dia, quando nossa jornada acabou, fiquei em êxtase e a ideia de voltar no mesmo dia para Orlando não estava me preocupando.

Gravei quase tudo para analisar depois no sossego do meu estudio, e tentar estudar qualquer outro conhecimento que tenha me escapado.

De fato foi uma das viagens mais insanas da minha vida.

Assinamos o livro de visitantes e seguimos viajem para Orlando, desta vez sem pausas.

A música te leva a lugares que você jamais sonhou estar, continue estudando com muito amor que as coisas vão acontecer.

Obrigado por ler e fazer parte desta história.

Obrigado.

info:  Fernando Lima Music 

 

 


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Conhecimento e dicas de estudo

O caminho da produção é uma descoberta incrível de si mesmo.

 

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