22 de abril de 2016

Frustração na produção musical

A produção de música eletrônica sempre tem seus altos e baixos é verdade, temos nossas dúvidas, nossos sentimentos e todos eles intimamente envolvido com a criatividade.
Muitas vezes nossas atitudes acabam não sendo equivalentes ao desejo de viver de música.
Parece que estamos fadados ao erro e ao desacerto, cobrança familiar e da sociedade acabam muitas vezes matando o nosso sonho de viver realmente de música.
Muitos desses problemas estão diretamente ligados ao nosso inconsciente e quanto mais soubermos a seu respeito e como ele funciona mais criativo e determinado vamos ficar.

Inconsciente: Refere-se ao material não disponível à consciência ou ao autoexame detalhado dos nossos sentimentos reprimidos e na grande maioria das vezes traumáticos, fazendo com que a ansiedade seja um dos principais sintomas.

Por tanto essa ansiedade de fazer com que as coisas caminhem de forma rápida levam muitos produtores a frustração ao medo de não dar certo, ao medo de errar ou fazer de forma errada e assim por diante.

Por isso um dos pontos fundamentais do ensino da produção é que o professor deve identificar esses “erros” e tentar conduzir a aula de forma plena para que o aluno sinta firmeza de fazer sem o medo de errar, sem a ansiedade de querer tudo na mesma hora. Cada um tem o seu momento e o seu tempo de aprendizagem, cada
pessoa tem dificuldades únicas.

Fazer boas produções não se trata apenas de estudo teórico mas também de muita pratica além de saber colocar no programa tudo aquilo que você realmente deseja fazer.

Não é a música que conduz o produtor mas sim o produtor que conduz a música.
Muitas vezes o aluno vai fazendo uma base e colocando elementos que a música vai tomando uma forma que ele não pensou ou seja a música está conduzindo o produtor.

Saber colocar o que realmente estamos pensando é o dos grandes problemas da maioria.

Não consigo parar de pensar em Freud para tentar explicar partes desta questão:
A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX e um dos modelos que ele pensou para explicar o inconsciente foi propor três personalidades que habitavam o indivíduo.

O primeiro deles seria o ID:
O id é o depósito do inconsciente referente as pulsões, as quais estão sempre ativas e o que importa é a satisfação imediata dos prazeres sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.

Só pelo ID já deu para identificar nossas ansiedades e expectativas em relação a música, acredito ser de extrema valia domar essa parte do inconsciente para que o resultado seja cada vez mais satisfatório.

O segundo deles seria o EGO:
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, ele acaba controlando o ID para que nem todo

desejo seja realizado, por tanto o EGO evoluiu do ID se tornando mais voltado para a realidade.

Aqui já da para perceber que existe uma disputa interna em saber quem vai ceder a quem, isso causa mal-estar, stress, medo e extrema ansiedade.

O terceiro deles seria o SUPER EGO:
Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.

Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade

Aqui fica bem claro de como nossa mente pode ser nosso inimigo mais profundo fazendo com que a autossabotagem seja um dos pontos principais em nossa carreira como produtor.

Mas segundo o próprio Freud o amor é a chave para todos os males, por tanto caros amigos estudar com amor e fazer por amor é um ponto muito positivo para sua carreira como produtor.

Quando se faz com amor o resultado só pode ser um: O sucesso.

Espero ter ajudado com esse pequeno texto.

Fernando Lima

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Top Lançamentos

Hoje um dos meu projetos de chamado Wolfire amanhece com dois lançamentos bem legais que vale a pena conferir:
O EP Motherfucker TOP 38 de lançamentos de ‪HOUSE ‬ pela querida Dear Deer Records E o EP Got Feeling TOP 08 de lançamentos de ‪‎NUDISCO‬ pela Rawls Music

Ambos estão disponíveis no Beatport com exclusividade

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Incentivo e produção


Aos amigos produtores:

A música eletrônica é arte e seu desenvolvimento é acompanhado de muita história e amor.
O desenvolvimento de técnicas para compor sons gerados eletronicamente começou com a introdução do gravador pós 2° guerra mundial.
O gravador de fita proporcionou pela primeira vez, um meio pelo qual os sons poderiam ser individualmente arranjados e manipulados.
Em 1960 começou surgir os primeiros sistemas de sintetização de áudio, projetados por pioneiros do sintetizador como Harald Bode, Don Buchla e Bob Moog.
Através de seus protótipos experimentais, esses engenheiros abriram novos canais, novos horizontes, uma nova visão para as composições de música eletrônicas, tanto no passado como no presente e certamente para o futuro.
Em 1964, na convenção “Audio Engineering Society”, Moog apresenta o seu instrumento modular que além de gerar um sinal de áudio, esse sinal era facilmente manipulável.
Moog teria desenvolvido o sistema em colaboração com artistas musicais e compositores.
O sintetizador modular Moog ofereceu uma ferramenta intuitiva e musicalmente eficiente para composição de música eletrônica.
Pela primeira vez na história o sintetizador modular desenvolvido
por Robert Moog permitiam que artistas desenvolvessem facilmente os sons que imaginaram em suas mentes.
Isso permitia que artistas expressassem suas emoções através do áudio.
Robert Moog imaginava o áudio como uma expressão artista incrível, ele sempre estava de alguma forma mexendo com emoções e sentimentos através de suas criações.
Certa vez, ele disse: “Eu posso sentir o que está acontecendo dentro do equipamento eletrônico. Tenho a sensação de que eu sei o que está acontecendo dentro dos transistores”
Por tanto a música eletrônica foi criada para expressar sentimentos, emoções em uma linguagem futurista que muitas vezes mesmo sem palavras causavam sentimentos e sensações.
O próprio Robert Moog, juntamente com sua esposa Ileana Grams que era professora de filosofia conversavam a respeito de toda a espiritualidade envolvida no poder da música.
Toda a história da música eletrônica e seus mais fieis colaboradores sempre construíram essa história tijolo a tijolo com muito amor e muito carinho.
Seus trabalhos eram suas vidas.
O legado desses inventores para a nossa geração de produtores vão muito além de cabos e fios e placas, eles sempre demonstraram união, amor, fraternidade além de muita, mas muita dedicação.
Suas vidas, suas histórias e todo trabalho envolvido, devem ser exemplos, devem ser o nosso combustível de incentivo eterno de que com o estudo com esforço e muita dedicação nossos objetivos serão alcançados.
Fernando Lima

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“nossos pensamentos afetam o mundo físico”

Década após década, vários cientistas têm considerado os fatores associados à consciência (percepção, sentimentos, emoções, atenção mental, intenção etc.) como parte fundamental da ciência – que não se pode compreender plenamente ciência, física, especialmente quantum, sem incluir o estudo da consciência.

“Eu considero a consciência como fundamental. Eu considero a matéria como um produto derivado de consciência. Não podemos ficar atrás da consciência. Tudo o que falamos, tudo o que nós consideramos como existente, postula a consciência.”

-Max Planck, físico teórico que originou a teoria quântica, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Física em 1918.
Além disso, décadas de pesquisa e experimentos dentro do reino da parapsicologia têm mostrado resultados bizarros, inexplicáveis, mas repetidamente observáveis ​​indicando a grande importância da consciência que nós não costumamos considerar, especialmente quando se trata de ciência.

O resto da matéria você pode ler aqui:A música tem um papel fundamental na história da humanidade, uma influencia incrível nos dias de hoje  que acabam influenciando milhões de pessoas ao redor do mundo, todas as religiões tem a música envolvida seja ela para cantigas, louvores ou ritualística em geral além das evocações e invocações.

Para nós produtores a consciência do pensamento e sua lucidez é de extrema importância, afinal trabalhamos com a criação de faixas.
Imagine só o impacto que sua faixa pode causar, desde quando você a toca em uma pista lotada ou não, amigos ou não escutando no carro, em casa, no computador e etc… Sem a menor sombra de dúvidas é o seu pensamento, sua ideia sua vontade se propagando através de ondas sonoras.

O experimento da dupla fenda faz total sentido quando se trata do nosso cominho na produção de música eletrônica, desde sua vontade a querer fazer sucesso até a sua vontade de produzir boas músicas.
Essa “vontade” faz com que tudo a sua volta seja “influenciado” inclusive a sua música.

Para fazer bom uso da sua vontade em relação aos seus planos de carreira nada melhor que carregar o cérebro com muitas informações, muitas experiências,  isso vai dar a ele e a sua consciência e muitas opções de qual o melhor caminho a seguir, justamente por isso o estudo se torna tão necessário.

A física e a música estão interligadas, ambas são fascinantes.

O seu desejo influencia a construção da sua música muito mais do que você imagina.

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Estranha Ciência

O GUIA DA SOS PARA O UNDERGROUND DOS SINTETIZADORES MODULARES: PARTE 1

Engenheiros trabalhando em casa no mundo todo estão inventando módulos de sintetizadores cada vez mais bizarros e incomuns.
Venha conosco conforme nos afastamos do mainstream modular e damos uma olhada em alguns dos mais singulares módulos de sintetizadores no formato Eurorack que este estranho mundo tem a oferecer.

Bem-vindo ao velho oeste!!!

Bem abaixo dos lentos ciclos de produtos dos famosos gigantes da tecnologia musical, um pequeno, mas atarefado setor da tecnologia de sintetizadores está criando algumas das mais estranhas, mais engenhosas e mais inspiradoras ideias sobre síntese e as transformando em produtos que você efetivamente pode comprar. Produtos projetados e comprados por uma crescente legião de músicos que, em um canto de seus estúdios, guardam uma caixa cheia de cabos que faz os visitantes comentarem ‘Eu sei o que são essas coisas, mas que diabos é aquilo?’ O sintetizador é modular, o formato é Eurorack.

Não me entenda mal, eu adoro os meus sintetizadores de estrutura fixa. Um sintetizador de estrutura fixa lhe dá rápidos resultados repetíveis a partir de um conjunto perfeitamente complementar de ‘módulos’.

Sons que poderiam levar minutos em um modular podem ser um trabalho de segundos em um sintetizador de estrutura fixa e você provavelmente economiza mais dinheiro ao fazer isso.

Mas um sintetizador modular pode ser uma maravilhosa adição a um setup de música eletrônica, principalmente se você já tiver outros equipamentos analógicos.

Você pode adicionar sequenciadores de steps, intensos osciladores, filtros e modulação a equipamentos existentes ou processar áudio de computadores, guitarras e microfones tornando-os irreconhecíveis.

E ele pode ser, sozinho, um aparelho que oferece uma vida inteira de criatividade e explorações sonoras e melódicas.
Você vai sofrer para repetir o mesmo som nele duas vezes, mas ele valhe surpreender constantemente com novos sons, ritmos e melodias que podem formar a essência de um novo track.
Com módulos suficientes, você pode produzir um track inteiro em um sintetizador modular sem nunca tocar em um computador.

Modular revisto

Faz quatro anos que publicamos a matéria ‘O guia da SOS para escolher um sintetizador modular’, em que Jyoti Mishra descreveu o processo de tomada de decisão envolvido em montar seu primeiro sistema modular. Nesse período, o formato de sintetizador modular Eurorack cresceu de poucos fabricantes para mais de 80, segundo alguns cálculos, e atualmente existem mais de 700 módulos no mercado.

Uma enxurrada de pequenos e criativos fabricantes, e mais compradores do que nunca, significa que o Eurorack estávivendo uma época de ouro.

Parece que praticamente toda semana um novo módulo é anunciado e lhe atrai ao perigoso território chamado ‘só mais um módulo’.

A matéria de Jyoti é uma excelente cartilha para o formato: além de analisar algumas opções mais desconhecidas, ele focou em módulos disponíveis das empresas veteranas da síntese Eurorack, Doepfer Musikelektronik, Analogue Solutions e Analogue Sytems.

Estes são ótimos e bem estabelecidos fabricantes que podem oferecer sistemas completos feitos totalmente com seus próprios módulos, mas, quando resolvi montar o meu próprio sintetizador modular Eurorack, eu considerei alternativas de um maior conjunto de opções.

Eu acho que é aí que o formato começa a ficar particularmente interessante: com os fabricantes menores e menos conhecidos cujos produtos estão apagando as fronteiras entre analógico e digital em uma maneira que mostra o que é possível sob controle de tensão. São alguns destes fabricantes, suas filosofias e seus módulos que eu vou analisar hoje.

Jyoti observa corretamente que o processo de construir um sintetizador modular pode ser interminável, e concluir o seu sistema pode ser uma jornada que dura muitos anos, abrange muitos módulos comprados e vendidos e bastante experimentação e pedidos de conselhos. Existe muita coisa para aprender, e uma mente aberta é o segredo para se associar a algo que talvez você não tenha considerado ideal para o seu sistema anteriormente. Na minha própria busca contínua por sintetizadores modulares, isso já aconteceu várias vezes.

Fabricantes e módulos

Generalizando, existem duas doutrinas na síntese modular. Em um lado você tem o que é chamado de estilo da ‘costa leste’ (East Coast ): o mundo mais simples de função fixa de fabricantes como Moog, ARP e Oberheim. A síntese subtrativa é o padrão, e um LFO quase sempre é apenas um LFO, talvez chegando à velocidade de áudio, mas normalmente tendo apenas uma única função. Em muitos casos, isso é algo bemvindo. Muitas vezes, estes aparelhos mais simples são rápidos e fáceis de trabalhar e soam excelentes fazendo praticamente qualquer coisa.

No outro lado, existe o que é chamado de conceito da ‘costa oeste’ (West Coast) , uma abordagem apoiada por empresas como Buchla, Serge e Wiard. Aqui, talvez você não reconheça os nomes das funções com tanta facilidade, porque eles não são estritamente dedicados a apenas um propósito. Por exemplo, um ‘Quad Function Generator’ pode, dependendo de como você o conectou, ser várias coisas diferentes. Muitos sintetizadores modulares da costa oeste não têm filtros; em vez disso, muito semelhantes ao Yamaha DX7, por meio de complexos controles tímbricos, modulação de frequência e wavefolding (ou “dobramento de onda”), eles produzem sons ‘completos’ que simplesmente não precisam de modelações ou aprimoramentos adicionais. As duas opções são diferentes, igualmente válidas e estão disponíveis no formato Eurorack.

A L J A M E S
SOS  Sound On Sound

 

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