6 de maio de 2016

Explorando o Moog Mother 32

Explorando o Moog Mother 32

Fernando Lima

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Mother 32 em ação

O icônico sintetizador modular Moog foi utilizado por nomes como os Beatles, Wendy Carlos (da trilha sonora de Laranja Mecânica) e afins. Numa decisão mais do que apropriada, a empresa acaba de lançar um novo sintetizador que, ao mesmo tempo, evoca o passado e se volta para o futuro. A nova versão, batizada de Mother-32, é um sintetizador semi-modular que vem com samples programados por The Haxan Cloak (também conhecido como Bobby Krlic), que recentemente trabalhou na produção do mais novo álbum de Björk, Vulnicura.

O Mother-32 é semi-modular, de forma que não é necessário fazer o patch para que ele funcione. O patchbay modular expande consideravelmente a sua interconectabilidade com outros Mother-32 ou instrumentos modulares. Também é possível comprar um mother case e uma Eurorack. O lançamento une design e som com o posicionamento da Eurorack de possibilitar a criação de um sintetizador com módulos individuais. Embora algumas imagens do produto já tivessem “vazado” anteriormente, o release oficial do Mother-32 acontece exclusivamente aqui, no The Creators Project.

Apesar de o Mother oferecer um painel de conectores com 32 entradas como um verdadeiro sintetizador modular vintage, esta não é de forma alguma sua única opção. Ao desenvolver o produto, a ideia da Moog era que mesmo usuários mais básicos conseguissem utilizar o produto sem terem que se preocupar em fazer o patch. Isso é possível graças ao oscilador analógico de 10 oitavas com largura de pulso variável e um gerador analógico de ruído branco. O sinal sonoro então passa por um mixer de voltagem controlada (para criação e manipulação de sons) e um filtro Moog Ladder com opção de passa-altas e passa-baixas.

Mas o grande trunfo do Mother-32 talvez seja o sequenciador de 32 etapas para a criação e o armazenamento de programações. Esse sequenciador pode também ser monitorado por meio de um controlador externo de MIDI. Ao todo, o Mother-32 pode acessar 64 programações do banco de memórias do sintetizador. Ele custa apenas 599 dólares, o que é de fato incrível se considerarmos o contexto histórico da Moog e o ramo de equipamentos de música eletrônica em geral.

Além de tudo, a Moog também chamou o The Haxan Cloak para desenvolver os samples do Mother-32. Krlic contou ao The Creator Project que se envolveu com o projeto devido a seu trabalho de longa data com Atticus Ross, colaborador de Trent Reznor.

“Usei muitos sintetizadores ao longo dos anos e tenho um sistema modular bem grande em meu estúdio, mas quando liguei o Mother, logo nos primeiros minutos fiquei realmente impressionado”, diz Krlic. “Sua potência é grande e as possibilidades que oferece são muitas. Semi-modular é outro nível.”

Em relação aos samples, a intenção de Krlic era explorar ao máximo a variedade de sons que o Mother-32 é capaz de gerar.

“Fiz uns sons mais ‘tradicionais’ para mostrar que ele pode fazer coisas mais clássicas, mas também quis demonstrar como o Mother-32 consegue transformar completamente algo, mesmo com modulações simples e sutis”, diz. “Também quis registrar os sons muito rapidamente e tentar capturar aquela faísca de experimentação e exuberância que se sente quando se tem um equipamento novo.”

“Então peguei alguns samples e os modifiquei mais ainda com dispositivos externos, só para dar uma ideia das possibilidades que o conjunto oferece” continua.

Amos Gaynes, engenheiro da Moog, diz que o Mother-32 foi produzido a partir de diversas demandas. Primeiramente, foi inspirado pelo sintetizador análogo Moog Werkstatt. Este era um sintetizador extremamente querido por seus usuários, mesmo que estes quisessem mais funções e opções modulares.

Ao mesmo tempo, a Moog havia reeditado seus sintetizadores modulares clássicos em formato original, e a empresa passou a receber pedidos de clientes que gostariam de algo no formato menor do Eurorack. A equipe da Mood adorou a ideia de sintetizadores com sequenciadores integrados (como os do Moog Sub 37). Tudo isso levou à criação do Mother-32.

“Nosso objetivo era criar um instrumento acessível, fácil de usar, extremamente divertido e que funcionasse por si só”, diz Gaynes. “Também é fácil integrá-lo diretamente num sistema modular de formato Euro maior, o que é uma novidade na Moog e algo que, ao longo dos anos, cada vez mais os usuários vinham pedindo.”

Tradução: Flavio Taam
Fonte 

Fernando Lima Studio 

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Frustração na produção musical

A produção de música eletrônica sempre tem seus altos e baixos é verdade, temos nossas dúvidas, nossos sentimentos e todos eles intimamente envolvido com a criatividade.
Muitas vezes nossas atitudes acabam não sendo equivalentes ao desejo de viver de música.
Parece que estamos fadados ao erro e ao desacerto, cobrança familiar e da sociedade acabam muitas vezes matando o nosso sonho de viver realmente de música.
Muitos desses problemas estão diretamente ligados ao nosso inconsciente e quanto mais soubermos a seu respeito e como ele funciona mais criativo e determinado vamos ficar.

Inconsciente: Refere-se ao material não disponível à consciência ou ao autoexame detalhado dos nossos sentimentos reprimidos e na grande maioria das vezes traumáticos, fazendo com que a ansiedade seja um dos principais sintomas.

Por tanto essa ansiedade de fazer com que as coisas caminhem de forma rápida levam muitos produtores a frustração ao medo de não dar certo, ao medo de errar ou fazer de forma errada e assim por diante.

Por isso um dos pontos fundamentais do ensino da produção é que o professor deve identificar esses “erros” e tentar conduzir a aula de forma plena para que o aluno sinta firmeza de fazer sem o medo de errar, sem a ansiedade de querer tudo na mesma hora. Cada um tem o seu momento e o seu tempo de aprendizagem, cada
pessoa tem dificuldades únicas.

Fazer boas produções não se trata apenas de estudo teórico mas também de muita pratica além de saber colocar no programa tudo aquilo que você realmente deseja fazer.

Não é a música que conduz o produtor mas sim o produtor que conduz a música.
Muitas vezes o aluno vai fazendo uma base e colocando elementos que a música vai tomando uma forma que ele não pensou ou seja a música está conduzindo o produtor.

Saber colocar o que realmente estamos pensando é o dos grandes problemas da maioria.

Não consigo parar de pensar em Freud para tentar explicar partes desta questão:
A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX e um dos modelos que ele pensou para explicar o inconsciente foi propor três personalidades que habitavam o indivíduo.

O primeiro deles seria o ID:
O id é o depósito do inconsciente referente as pulsões, as quais estão sempre ativas e o que importa é a satisfação imediata dos prazeres sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.

Só pelo ID já deu para identificar nossas ansiedades e expectativas em relação a música, acredito ser de extrema valia domar essa parte do inconsciente para que o resultado seja cada vez mais satisfatório.

O segundo deles seria o EGO:
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, ele acaba controlando o ID para que nem todo

desejo seja realizado, por tanto o EGO evoluiu do ID se tornando mais voltado para a realidade.

Aqui já da para perceber que existe uma disputa interna em saber quem vai ceder a quem, isso causa mal-estar, stress, medo e extrema ansiedade.

O terceiro deles seria o SUPER EGO:
Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.

Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade

Aqui fica bem claro de como nossa mente pode ser nosso inimigo mais profundo fazendo com que a autossabotagem seja um dos pontos principais em nossa carreira como produtor.

Mas segundo o próprio Freud o amor é a chave para todos os males, por tanto caros amigos estudar com amor e fazer por amor é um ponto muito positivo para sua carreira como produtor.

Quando se faz com amor o resultado só pode ser um: O sucesso.

Espero ter ajudado com esse pequeno texto.

Fernando Lima

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Top Lançamentos

Hoje um dos meu projetos de chamado Wolfire amanhece com dois lançamentos bem legais que vale a pena conferir:
O EP Motherfucker TOP 38 de lançamentos de ‪HOUSE ‬ pela querida Dear Deer Records E o EP Got Feeling TOP 08 de lançamentos de ‪‎NUDISCO‬ pela Rawls Music

Ambos estão disponíveis no Beatport com exclusividade

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Incentivo e produção


Aos amigos produtores:

A música eletrônica é arte e seu desenvolvimento é acompanhado de muita história e amor.
O desenvolvimento de técnicas para compor sons gerados eletronicamente começou com a introdução do gravador pós 2° guerra mundial.
O gravador de fita proporcionou pela primeira vez, um meio pelo qual os sons poderiam ser individualmente arranjados e manipulados.
Em 1960 começou surgir os primeiros sistemas de sintetização de áudio, projetados por pioneiros do sintetizador como Harald Bode, Don Buchla e Bob Moog.
Através de seus protótipos experimentais, esses engenheiros abriram novos canais, novos horizontes, uma nova visão para as composições de música eletrônicas, tanto no passado como no presente e certamente para o futuro.
Em 1964, na convenção “Audio Engineering Society”, Moog apresenta o seu instrumento modular que além de gerar um sinal de áudio, esse sinal era facilmente manipulável.
Moog teria desenvolvido o sistema em colaboração com artistas musicais e compositores.
O sintetizador modular Moog ofereceu uma ferramenta intuitiva e musicalmente eficiente para composição de música eletrônica.
Pela primeira vez na história o sintetizador modular desenvolvido
por Robert Moog permitiam que artistas desenvolvessem facilmente os sons que imaginaram em suas mentes.
Isso permitia que artistas expressassem suas emoções através do áudio.
Robert Moog imaginava o áudio como uma expressão artista incrível, ele sempre estava de alguma forma mexendo com emoções e sentimentos através de suas criações.
Certa vez, ele disse: “Eu posso sentir o que está acontecendo dentro do equipamento eletrônico. Tenho a sensação de que eu sei o que está acontecendo dentro dos transistores”
Por tanto a música eletrônica foi criada para expressar sentimentos, emoções em uma linguagem futurista que muitas vezes mesmo sem palavras causavam sentimentos e sensações.
O próprio Robert Moog, juntamente com sua esposa Ileana Grams que era professora de filosofia conversavam a respeito de toda a espiritualidade envolvida no poder da música.
Toda a história da música eletrônica e seus mais fieis colaboradores sempre construíram essa história tijolo a tijolo com muito amor e muito carinho.
Seus trabalhos eram suas vidas.
O legado desses inventores para a nossa geração de produtores vão muito além de cabos e fios e placas, eles sempre demonstraram união, amor, fraternidade além de muita, mas muita dedicação.
Suas vidas, suas histórias e todo trabalho envolvido, devem ser exemplos, devem ser o nosso combustível de incentivo eterno de que com o estudo com esforço e muita dedicação nossos objetivos serão alcançados.
Fernando Lima

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